sexta-feira, 25 de julho de 2014

O amor é o mais sublime dos sentimentos, sem ele a vida não faz o menor sentido.

desconhecido

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HIPNOSE E REGRESSÃO


Quem pensa em hipnose e regressão, logo imagina um sujeito barbudo, de óculos, com um reloginho pendurado numa corrente, tentando fazer com que seu pobre paciente imite um cachorro, plante bananeira ou revele que foi Cleópatra em outra encarnação.Acontece que, na realidade, a terapia hipnótica está bem longe disso.

Seu uso tem se tornado um recurso comum em diversas áreas, como na medicina e na odontologia, e sua eficácia impressiona, provando que a cura para doenças do corpo e da mente podem estar dentro de nós mesmos.Foi um médico alemão chamado Friedrich Anton Mesmer o responsável pelas primeiras experiências modernas com a hipnose e o transe, a partir da metade do século XVIII. Ele acreditava que podia manipular uma espécie de fluido magnético que existia em todas as pessoas e, com isso, induzir seus pacientes a estados alterados de consciência, que resultavam em comportamentos fora do normal.

Com esses transes, o Dr. Mesmer conseguiu curar um grande número de pessoas, sem precisar prescrever nenhum medicamento, o que, obviamente, escandalizou a sociedade científica da época e rendeu a ele uma enxurrada de acusações de charlatanismo. Entretanto, suas descobertas chamaram a atenção de diversos pesquisadores, que passaram a desenvolver teorias para tentar explicar o fenômeno.Ainda hoje existem dúvidas sobre os fatores que agem sobre alguém que está em transe hipnótico. "Mas o grande número de curas, utilizando técnicas de hipnose demonstra que, neste estado alterado, a pessoa pode lançar mão de recursos que não julgava ter para realizar curas de doenças que afetam o corpo e a mente", explica o presidente e fundador do Instituto Brasileiro de Hipnose Holística, Fernando Rabelo.

Segundo ele, as indicações mais comuns da terapia são nos tratamentos de distúrbios como a síndrome do pânico, a depressão e o estresse. A medicina geral também é outra área em que a hipnose vem sendo utilizada com sucesso. "É comum o uso da terapia em consultórios médicos para induzir o paciente a um relaxamento mais profundo. É muito útil em exames ginecológicos ou para dentistas, já que é possível fazer uma extração de dentes, por exemplo, sem anestesia, só com a hipnose, que tem o poder de controlar a dor", revela a Dra. Clystine Abram, Presidente do Instituto Brasileiro de Hipnose Clínica. No entanto, em função de sua alta necessidade de concentração, a hipnose não é indicada em pacientes em surto psicótico, assim como para hipertensos, cardíacos e grávidas, já que o transe pode afetar o bebê.

Segundo a Dra. Clystine, existem várias técnicas de indução ao transe, entre clássicas e modernas. "Em geral, são conversas calmas, num ambiente relaxante. Também são usadas ações corporais, toques em pontos de acupuntura e movimentos bruscos, que ajudam na quebra dos padrões cerebrais", explica. Tudo depende do nível de relaxamento necessário para a terapia. O mais leve, conhecido como hipnoidal, é o ponto de partida da hipnose e basta que o paciente esteja de olhos fechados.

A partir do estágio médio, a percepção se distorce e, embora o hipnotizado tenha sensação de sonolência, a consciência se mantém, o que desmente o mito de que, em transe hipnótico, o paciente pode acabar revelando segredos íntimos. "Esse é o grau de transe trabalhado no consultório psicológico. O último nível, mais profundo, de inconsciência, é mais utilizado nos consultórios médicos", explica a Dra. Clystine. Segundo ela, não existem riscos de "não voltar" do transe. "Se o paciente oferecer algum tipo de resistência, com o tempo o transe se transforma em sono e ele acaba acordando, naturalmente", conta.A economista Lilian Vieira, que vivia às turras com a mãe, experimentou a terapia hipnótica para resolver os problemas do relacionamento.

Utilizando técnicas de respiração e relaxamento aprendidas na terapia, ela entrou em transe e iniciou um processo de regressão. "Estava deitada e, aos poucos, fiquei como se estivesse metade consciente, metade inconsciente. De repente, estava em posição fetal e me sentindo em uma espécie de fluido. Estava regredindo e tinha chegado ao útero da minha mãe", relembra. Lilian afirma que a regressão e a hipnose mudaram completamente sua maneira de encarar a vida, dali por diante. "Foi uma experiência fantástica", analisa.A regressão de idade é considerada umas das técnicas mais interessantes da hipnose.

Nela, o paciente em transe é levado a recordar fatos – alguns já completamente esquecidos – de etapas da vida, enquanto o hipnotista avança ou recua, na tentativa de esclarecer seus comportamentos. "A hipnose clínica propõe uma regressão até o útero materno. Mas há a Terapia de Vidas Passadas, em que a maioria dos terapeutas trabalha com a idéia de reencarnação", explica a Dra. Clystine. O hipnólogo Fernando Rabelo conta melhor como a viagem para outras vidas pode ajudar a resolver problemas do presente: "Os fatos marcantes e traumáticos do passado são a origem de emoções, sensações e pensamentos que ficam guardados no inconsciente. Quando a pessoa renasce, isso pode ser ativado e se manifestar de algum modo no novo corpo", explica, lembrando que o fenômeno da regressão, assim como a hipnose como um todo, continua desafiando cientistas a esclarecerem teoricamente o processo.Durante a regressão, o paciente entra em transe, mas se mantém num estágio intermediário de consciência.

Isso permite que ele relate ao terapeuta o que vê ou sente, ajudando o analista a livrá-lo dos traumas que essas sensações possam ter provocado. "Ao remover esses sintomas, trabalhar emoções, modificar pensamentos e comportamentos, o terapeuta contribui muito para que o indivíduo encontre um novo ponto de equilíbrio interior simultaneamente físico, emocional, mental e espiritual", acredita Fernando Rabelo, garantindo que o bem-estar de cada um está muito acima de qualquer comprovação científica.

Texto encaminhado gentilmente pela amiga Vera Velasco.

Fernando Puga



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