segunda-feira, 24 de novembro de 2014

A única verdade absoluta, é de que não existe absoluto.

Irvin Yalon

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O QUE É CALATONIA? De que forma é utilizada para fins Terapeuticos?
Classificação: SAÚDE FÍSICA


CALATONIA E TOQUES SUTIS

UM MÉTODO INTEGRADO DE ABORDAGEM CORPORAL PARA A HARMONIZAÇÃO PSICOFÍSICA.

"...Calatonia indica um tônus descontraído, solto, mas não apenas do ponto de vista estático e muscular. No original grego o verbo khalaó indica relaxação e também alimentação; afastar-se do estado de ira, fúria e violência; abrir uma porta; desatar as amarras de um odre; deixar ir; perdoar aos pais; retirar todos os véus dos olhos, etc."

O que é a Calatonia?

A Calatonia é uma técnica de relaxamento profundo que leva à regulação do tônus, promovendo o reequilíbrio físico e psíquico do paciente. Essencialmente falando a Calatonia baseia sua atuação na “sensibilidade táctil”, através da aplicação de estímulos suaves, em áreas do corpo onde se verifica especial concentração de receptores nervosos.

Origem do Método:
A técnica foi criada por Pethó Sándor, um médico húngaro que radicou-se no Brasil desde 1949 (até seu falecimento em 1992) aqui desenvolvendo trabalhos clínicos, de pesquisa iniciados quando ainda vivia na Europa na época do pós-guerra.

Áreas de aplicação: Desde 1950 a Calatonia vem sendo utilizada no Brasil, por vários profissionais, em especial nas áreas de saúde e educação (Psicólogos, Médicos, Terapeutas Ocupacionais, Fisioterapeutas, Massagistas. Fonoaudiólogos, Educadores, entre outros) em vários contextos, a saber: consultórios, hospitais, pré-escolas, centros de saúde mental, etc.

Descrição do Procedimento Básico:
O procedimento básico da Calatonia consiste em uma série de 9 toques que o terapeuta realiza na área dos pés: em cada um dos artelhos, em dois pontos da sola dos pés, calcanhares; tornozelos além de mais um toque no início da barriga das pernas. Pode ser acrescido do décimo toque, conhecido como Calatonia da cabeça, aplicado na nuca (região occipital). Estes toques são feitos em silêncio, de forma simples e suave, durante 2 a 3 minutos em cada um dos pontos citados.

O que são Toques Sutis?

Os Toques Sutis são as numerosas modalidades de trabalhos corporais desenvolvidos por Pethö Sándor a partir dos mesmos princípios da Calatonia. Da mesma forma como na Calatonia, os Toques Sutis utilizam-se do alto potencial da sensibilidade cutânea, para proporcionar vivências multissensoriais, ou seja: os estímulos utilizados se fazem sentir tanto a nível físico quanto psíquico, atuando sobre a totalidade do organismo de modo reestruturador. Estes toques, ou seqüência de toques, são aplicados em diferentes partes do corpo onde se localizam articulações, determinadas áreas com extensa sensibilidade nervosa e/ou circulatória, áreas com acesso a processos ósseos, etc. Os critérios de escolha de tais “pontos de toque”, ou estimulação, variam caso à caso, em função do histórico e evolução do processo psicoterápico.

A quem se destina a Calatonia:
Em princípio, qualquer pessoa poderá se beneficiar da Calatonia para obtenção de um relaxamento profundo. Porém tal trabalho deverá ser sempre acompanhado por um profissional habilitado, capaz de avaliar e elaborar com o paciente, suas reações à técnica, bem como as possíveis contra-indicações à aplicação do método.

Em São Paulo, Brasil já dispomos de relatos de profissionais de diferentes áreas sobre a utilização da Calatonia como recurso auxiliar na Psicologia, Medicina, Educação, Reabilitação Física, Fonoaudiologia, etc. Embora a utilização da Calatonia não vise resultados específicos (uma vez que a reorganização psicofisica é global, e cada organismo reage à sua própria maneira individual e única) esta técnica atua sobre uma variada gama de queixas diante das quais tem-se observado resultados bastante positivos.

Por exemplo: tensão muscular, estresse, enxaquecas, asma, obesidade, alergias, distúrbios glandulares, dores, distúrbios de ordem psicossomática, etc.


Calatonia, Toques Sutis e Terapia Junguiana

Se aceitarmos que a principal meta da Psicoterapia é a expansão da consciência do paciente, incluindo a consciência de si mesmo, e se aceitarmos ainda que cada pessoa é um todo indivisível e que seu corpo e seu psiquismo são apenas diferentes formas de expressão desta mesma unidade sincrônica, então entenderemos a necessidade de incluir o corpo no contexto do atendimento psicoterápico.

Dentro da perspectiva Junguiana, o corpo é parte inalienável do processo de "vir a ser um todo", que é a Individuação.

A Calatonia é um instrumento de acesso à memória psicológica "gravada" no corpo físico, através da mobilização espontânea de conteúdos internos do paciente. Ela atua potencialmente em vários níveis da complexa estrutura psicofísica de cada indivíduo, trazendo à tona a evocação de vivências que podem ser elaboradas depois, em psicoterapia verbal.

Para alguns, tais vivências podem surgir sob a forma de reações ao nível fisiológico e/ou motor (como sensações ou movimentos mais ou menos sutis por todo o corpo); para outros, em termos afetivo/emocionais, (na forma de recordações, associações, etc.); para outros ainda, podem ocorrer alterações do estado de consciência análogos àqueles promovidos pela meditação, com a eventual recordação de imagens.

Estas imagens, do ponto de vista psicoterapêutico, têm um valor semelhante ao valor dos sonhos, e podem ser elaboradas em terapia como vivências simbólicas, metáforas, etc. Por sua atuação global, a Calatonia em geral mobiliza conteúdos que têm uma prioridade ou premência psicológica de se manifestarem, da mesma forma como ocorre com sonhos. São conteúdos que estão "maduros" para aflorarem à consciência e que têm total pertinência ao processo psicodinâmico que o paciente está vivendo.

É aí que observamos o caráter "auto-regulador" deste tipo de abordagem corporal, que não tem a intenção de mobilizar um determinado aspecto específicos, mas de promover uma vivência que mobilize espontaneamente o que for mais adequado para equilibrar o paciente naquele momento.

Essa capacidade de auto-regulação é também conhecida como a "sabedoria do corpo", que pode por si só, se lhe for permitido, expressar suas necessidades e se reorganizar na direção da homeostase (equilíbrio), dentro do ritmo e intensidade peculiar a cada indivíduo.

Conforme podemos perceber no parágrafo acima, a forma de trabalho terapêutico que Sándor desenvolveu traz implícita uma determinada maneira de entender tanto a natureza do ser humano, quanto a função da psicoterapia.

A Calatonia, mais do que uma simples técnica (que se define pelos seus procedimentos práticos), é um método de trabalho terapêutico, método este que integra elementos da Psicologia Profunda (em especial as idéias de Jung) ao trabalho corporal, para promover a integração psicofísica do indivíduo.

Pesquisa - Dra. Elaine Marini - fonte: Pethö Sandhor

 
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